Quando avaliamos Dragon Ball Xenoverse 1 enumeramos logo de cara uma série de defeitos que o game tinha. O modo de combate era repetitivo, com muitos botões a serem apertados ao mesmo tempo e mesmo assim não sendo balanceado da forma correta, a câmera era confusa, o cenário possuía as famosas paredes (quase) invisíveis, as músicas do jogo eram enjoativas e o game era indicado principalmente para fãs, mas nem tanto para que busca um jogo de luta competente independente do nome que carrega.

Em Dragon Ball Xenoverse 2 temos todos os defeitos do anterior, sem tirar nem por, só que com mais conteúdo, uma melhor taxa de quadros e um pouco mais de complicação e demora para acessar todo o conteúdo já que a nova cidade do jogo, Conton City, é bem maior que a anterior Toki Toki City. O que deveria ser uma adição acaba se tornando caminhadas monótonas para alcançar as missões e personagens.

O modo história é praticamente idêntico ao primeiro. Criamos um personagem, tendo a opção de personalizar um saiyajin, um namekuseijin, um humano, um ser da raça Freeza ou um majin. Se no primeiro game escolhi um saiyajin, dessa vez fui de majin e na prática mudam apenas as animações de ataque e algumas opções de personalização exclusivas de cada raça. O jogador também pode escolher se será do sexo masculino ou feminino em cada raça, gerando algumas pequenas diferenças de atributo. Nessa “nova” história quem geralmente guia as missões é o o Ex-Kaioshin. Os vilões são Towa e Mira que retornam direto do jogo anterior e agora eles conseguiram recrutar vilões como Turles, Slug e Cooler para tentar bagunçar a linha temporal canônica de Dragon Ball.

O modo história é divertido e sempre é muito legal relembrar grandes momentos da franquia, no entanto algumas lutas acabam se tornando bem irritantes por causa da câmera, sendo um grande exemplo disso o combate contra o Nappa e Vegeta Oozaru, onde praticamente não temos uma ação real e ocorre vários congelamentos dos personagens e câmera.

Outro problema do modo história é que nossos aliados em combates de time são extremamente fracos, pouco ajudando e tirando a imersão de que estamos lutando ao lado dos guerreiros Z para salvar o mundo. Dessa vez o modo história vai até Dragon Ball Super, mais exatamente na luta contra o Freeza Dourado, ou seja, é muito conteúdo.

Graficamente o jogo pouco mudou, mas os personagens já eram muito bonitos no 1 e os cenários inconstantes, podendo ser bonitos como Namekusei ou feios e repetitivos como alguns na Terra e temos também o problema dos cenários serem pouco destrutivos, algo que seria bem legal em se tratando de um Dragon Ball em 3D.

Além das missões da história, temos as missões paralelas (que são 100 no total), podemos treinar e aprender novos ataques com diversos heróis e vilões do universo, Dragon Ball, além de desbloquear novos personagens. Sem dúvidas não terá problemas com falta de conteúdo ao jogar este game. E cada desafio que você enfrenta, seja na história, online e missões paralelas, você estará evoluindo seu personagem, dando uma boa sensação de progressão. O maior problema é que todo esse extenso conteúdo gira em torno das lutas e estas em geral são bastante repetitivas, fazendo com que o pacote como um todo se torne enjoativo após um curto período de gameplay.

Por ter jogado o primeiro game, o impacto deste foi bem menor e a linha de chegada de achá-lo repetitivo bem mais curta. Para aqueles que buscam um veredito para decidir se vale a pena ou não fica a seguinte recomendação: se jogou o primeiro, este é mais do mesmo potencializado com mais conteúdo, se gosta, compre. Se não jogou o primeiro e é fã da franquia, vale a pena comprar. Se não gostou do primeiro, mas gosta da franquia, não compre, pouca coisa mudou aqui. Se busca um jogo de luta balanceado, passe longe. Por fim se não gosta de Dragon Ball nem olhe para o lado deste jogo.


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