Sinopse: Em algum lugar em uma dimensão desconhecida, há uma misteriosa terra chamada “O Mundo 12”. Lá, humanos, monstros e Espíritos coexistem em harmonia. Todas as vidas são protegidas pela princesa da “Torre Pontiaguda”, localizada no “Mundo Zero”. Repentinamente, a harmonia do Mundo 12 desfaz-se. A Princesa da “Torre Pontiaguda” é confinada num sono eterno. Depois de perderem a proteção da Princesa, os monstros são retirados da cadeia da vida e ficam incontroláveis. Eles começam a atacar os seres humanos.

Hoje em dia muito se fala na internet e entre amigos sobre a queda de qualidade dos desenhos animados e a falta de exibição de animes na tv aberta brasileira e em partes sou obrigado a concordar. Lógico que a culpa não é das crianças dos dias de hoje e talvez nem mesmo das emissoras, acho que seja muito mais culpa do que a sociedade se tornou muito mais moralista, cheia de censuras, algo bem ruim, mas que também tem seu lado bom por não mais tolerar piadas racistas, homofóbicas, machistas, etc.

Por incrível que pareça as pessoas como um todo estão evoluindo, mas a censura parece crescer cada vez mais na televisão para os programas infantis, enquanto as novelas estão cada vez mais pornográficas e com assuntos pesados em horários que muitas crianças ainda estão presentes nas salas de todos os lares do país. Antigamente assistíamos Robocop, O Ataque dos Vermes Malditos, Duro de Matar, entre vários outros filmes “violentos” na Sessão da Tarde e Cinema em Casa, hoje só exibem filme de animais falantes e esportistas!!!

Pra nossa alegria ainda temos um Chaves no SBT pra salvar um pouco a vida da galerinha que estuda de manhã!!! O assunto acima nada tem a ver com o tema do post, apenas fiz esse breve comentário para dizer que além da Manchete, no passado existiu um programa muito bom chamado Band Kids e nele era exibido Bucky, o desenho mais bizarro e um dos mais legais que já assisti na vida!

Talvez muitos possam não concordar, mas Bucky lembra muito o clima de aventuras encontrado em Hunter x Hunter (guardadas devidas proporções), com monstros fortes (chamados monstros encrenqueiros), esquisitos, monstros normais coexistindo com humanos e uma atmosfera que ao mesmo tempo pode ser familiar, cômica, mas também misteriosa e perigosa.

Bucky inicialmente foi lançado em mangá na revista Bros Comics entre 1997 e 1999, tendo como autora a mangaká Ami Shibata (sem trabalhos mais conhecidos por nós brasileiros). O personagem principal Bucky é bem ao estilo do anti-herói clássico, marrento, confia muito na sua inteligência e poderes, arrogante, mas que com o tempo fica um pouquinho mais maleável no tratamento com as pessoas. Além disso ele tem a peculiaridade de querer tornar as pessoas ao seu redor (na verdade todas as pessoas) seus escravos e ser o dono do mundo!!! Pouco megalomaníaco… Ele acaba se tornando uma Grande Criança, pessoas escolhidas para proteger as pessoas normais contra os monstros que habitam o mundo e que acabaram ficando incontroláveis por motivos da história (aqui paramos para não dar spoilers).

Para salvar (ou dominar o mundo), Bucky viaja com seus amigos Kai e Pinky (também são Grandes Crianças) que tem personalidades muito bem definidas, sendo o primeiro uma espécie de guerreiro, mais controlado, “zen” e a garota, explosiva e temperamental, bem parecida com a Misty de Pokémon em alguns aspectos.

O mundo de Bucky é bem complexo e acho que se tivesse um mangaká estilo Togashi por trás, um bom orçamento para o anime, poderia se tornar um dos maiores da Jump, com leves modificações na história para não torná-lo previsivel e com um fim rápido, pois no mundo de Bucky existem doze países ou ilhas, cada um representando um número e com um ambiente bem peculiar; o andamento da história deixa bem claro que ao percorrer esses doze mundos a história se encerrará.

Cada Grande Criança possui um “Espírito” que nada mais é que uma bolinha rosa com vida, cada um com um estilo parecido com o do seu “mestre” e poderes bem únicos, como por exemplo explodir (no caso do Espírito do Bucky) e com capacidade de evoluir junto com sua Grande Criança.

Crédito da Imagem

Inicialmente não sabemos direito quem é o vilão principal da história, apenas sabemos que a princesa da “Torre Pontiaguda“, localizada no “Mundo Zero” é confinada e colocada em um sono eterno, fazendo com que os monstros pacíficos enlouquecessem. Nos 26 episódios do anime, às vezes temos como inimigo principal os monstros, às vezes alguma Grande Criança controlada pela Torre Pontiaguda e em outros episódios temos soldados enviados diretamente pela Torre, como por exemplo um inimigo meio afeminado chamado Reo e que deseja matar Bucky e que ao mesmo tempo “ama” ele, gerando situações bem bizarras e hilárias.

Sem dúvidas as melhores lutas envolvem Bucky contra outras GC (Grande Criança), pois as estratégias de batalha entre os poderes de “Espíritos” diferentes são bem bacanas. Os treinamentos do Bucky para adquirir novos poderes para o “Esquisito” (forma que ele chama seu “Espírito”) são bem legais também e rendem ótimos momentos.

Em suma, é isso, vale a pena assistir Bucky mesmo hoje em dia pois temos aqui um anime com um mundo próprio, criativo, personagens carismáticos e boa lutas.


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