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  • Um dos motivos de Braking Bad ter sido um marco na TV mundial foi a grande quantidade de personagens carismáticos que agregavam valor à estranha jornada de Walter White.

    Vince Gilligan e sua equipe perceberam como poucos a importância dos coadjuvantes de qualidade e graças a isso ele passou a ter em sua manga histórias fantásticas para contas, que apenas foram arranhadas em sua obra máxima.

    Better Caul Saul não é apenas a história do advogado charlatão James McGill (Saul Goodman) (Jimmy Sabonete) (Bob Odenkirk), mas sim o prequel de um universo vivo, ironicamente ambientado em um cidade no meio do nada, a tão famosa Albuquerque (graças ao Pernalonga e o Papa Léguas).

    O pontos mais fortes na série são os mesmo de seu antecessor: fotografia fantástica, câmeras com enquadramentos perfeitos para cada situação, situações estranhas e totalmente humanas, relacionamentos com várias reviravoltas e claro, a curiosidade sobre o mundo do crime.

    Em Better Call Saul perdemos um pouco com relação à personagens intrigantes comparado à BB, mas não quero dizer com isso que a série seja ruim, muito pelo contrário, apenas que Breaking Bad já é uma série fechadinha e não dá pra comparar… ainda.

    É nesse ponto que Bob Odenkirk mostra todo seu talento ao praticamente carregar a série nas costas, já que os coadjuvantes novatos são interessantes, mas na real, ficamos malucos de verdade quando nos deparamos com antigos conhecidos como Tuco e Mike.

    É interessante notar que por muito pouco Saul Goodman não existiria pois essa alcunha de James McGill tem uma linha de origem tênue assim como transformação de Walter White em Heisenberg. Uma curva aqui, uma decisão diferente ali e tudo seria diferente

    Breaking Bad e Better Call Saul falam muito sobre isso: escolhas.

    Em muitos momentos nos perguntamos se faríamos o mesmo, qual escolha tomaríamos?

    Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) é praticamente o co-protagonista da vez, ganhando um background mais elaborado e deixando um cara já fodão, para quem assistiu Breaking Bad, ainda mais interessante. O careca durão também passa por essas escolhas difíceis e alguns diriam que a vida o levou para aquele caminho que cruzou o de Heisenberg.

    Voltando as situações humanas que causam estranheza, temos a relação de James McGill com seu irmão Chuck, um cara totalmente genial no que faz e ao mesmo tempo doente psicologicamente falando, com atitudes morais inicialmente ilibadas, mas que aos poucos vai se revelando.

    Durante a temporada Jimmy passa por diversas situações tensas, emocionantes, românticas, decepcionantes, cômicas, culminando em um fim que já deixa indícios que provavelmente na próxima temporada já veremos muito mais Saul Goodman e menos James McGill.

    Para quem não assistiu ainda e curte Breaking Bad, corra para assistir, caso ainda não tenha assistido a saga de Walter White, tenha paciência e assista BB primeiro, pois a experiência fica muito mais rica.

    Uma série recomendadíssima!