Better Call Saul assim como Breaking Bad tem uma progressão bem lenta para que a construção dos seus personagens seja perfeita e no fim de cada temporada, cada pequeno detalhe se torne algo incrível por mais simples que seja.

Isso é um mérito das duas séries. No entanto a 2ª Temporada de BCS resolveu extrapolar esse estilo ao nos apresentar episódios extremamente narrativos, contemplativos (com a já habitual e maravilhosa fotografia de BB e BCS), quase não trazendo momentos marcantes e com um final muito aberto, deixando claro que esta foi uma temporada de ligação para algo maior que está por vir.

E este algo maior você consegue perceber no nome dos episódios:

Fifi
Rebecca
Inflatable
Nailed
Gloves Off
Switch
Bali’Hai
Amarillo
Cobbler
Klick (Click)

Genial não é mesmo?

Nessa sequência de 10 episódios a relação de Jimmy e Kim é extremamente bem trabalhada mostrando porque os dois se dão bem mesmo tendo suas diferenças. A dupla Rhea Seehorn e Bob Odenkirk tem uma boa química, deixando bem crível esse romance desajustado.

Ao mesmo tempo fica a impressão que se estenderam muito na trama dos dois em suas novas buscas profissionais, pois essa temporada tem um ritmo ultra lento que pode afastar os mais ansiosos, apesar de ser totalmente compreensível para o futuro da série.

Outro aspecto que vale mencionar tanto como ponto negativo quanto positivo é a quase total separação das histórias de Jimmy e Mike, ainda que saibamos que elas vão convergir novamente no futuro. Nessa temporada Mike tem quase uma série a parte onde o vilão principal é o velho conhecido Tio (aquele mesmo do sininho) enquanto paralelamente Jimmy trava um “combate” com seu irmão Chuck.

O fato desta temporada não ter um arco completamente fechado como a primeira acaba dando a impressão de história incompleta, mas não quer dizer que tenha baixa qualidade. Poderia ter sido uma temporada melhor com certeza, acho a primeira temporada muito mais instigante do que esta, mas ainda sim foi interessante acompanhar Better Call Saul. Fica a expectativa agora de assistir a terceira temporada e torcer para a volta de certos personagens fazerem sentido e não ser apenas fanservice deslocado.