“Alguma vez eu já te disse que a definição da insanidade é…. a insanidade é…..fazer exatamente as mesmas coisas várias e várias vezes, esperando que isso mude. Isso é loucura. Mas a primeira vez que alguém me disse isso, não sei, pensei que era sacanagem e então eu ‘boom’, atirei nele. Mas a questão é que…. ele estava certo!…” – por Vaas Wahine.

Com certeza o maior desafio das grandes empresas que produzem jogos de First Person Shooter hoje em dia é fazer um produto diferenciado dentre as centenas de Shooters existentes para o mercado. Mas a Ubisoft conseguiu…

O recém lançado FarCry 3 da Ubisoft leva o jogador a uma experiência bastante diferente, incorporando o playboy Jason Brody a beira da loucura em uma ilha isolada e não catalogada. Ok, FarCry 1 e 2 também tem a mesma temática, porém o aclamado pela crítica especializada FarCry 3 possui uma série de elementos que o torna uma experiência imperdível para quem simpatiza com FPS:

Oi, eu sou Jason Brody, um playboy bobão que vai aprendendo a ser homem no decorrer do game

JOGABILIDADE:

  • Pontos Positivos:

O game possui um gigantesco mapa que fica liberado para exploração após uma sequência inesquecível de abertura. Existem muitas coisas para fazer no game,  o que o torna um FPS “open world” assim como massive RPGs online, e, falando nisso, o game traz caraterísticas de rpg como a evolução constante das habilidades de Jason. Existe uma árvore de skills que o jogador pode escolher qual ponto evoluir, a experiência pode ser adquirida de várias formas diferentes (cumprindo missões paralelas, principais, matando inimigos normalmente ou de forma ousada/criativa etc) e a cada skill nova Jason ganha uma tatoo nova. O game também possui um sistema de crafting, onde o jogador precisa de aproveitar os recursos da floresta para produzir seus próprios remédios, bolsas e outros itens. Também está disponível um arsenal respeitável de armas que o jogador pode adiquirir, como pistolas, submetralhadoras, lança-chamas, rifles, facas, molotovs e tudo mais, além de veículos como barcos, carros e etc

A ilha é viva, e os eventos acontecem de forma imprevisível. O maior de todos os méritos do game é, sem sombra de dúvidas, a imprevisibilidade da ação. Você NUNCA sabe o que vai acontecer até você até chegar ao ponto marcado no mapa. Podem acontecer coisas que te o tiram do curso, ataque de animais, missões paralelas, barrancos e montanhas infestados de capangas de Vaas que nao te deixam chegar fácil ao lugar desejado, e mesmo quando chega, há muitas maneiras diferentes de como cumprir o objetivo. Acredite, isso é melhor do que parece, muito legal mesmo.

Além disso, desbravar o mapa é muito gratificante, subir nas torres de rádio para liberar certas partes do mapa juntamente com as surpresas da ilha deixam aquela velha sensação de “não dá vontade de parar de jogar”. Na minha opinião, é difícil um game conseguir isso hoje em dia.

  • Pontos negativos:
O único ponto negativo da jogabilidade na minha opinião diz respeito ao sistema de crafting. As vezes é muito chato você precisar de mais bolsas pra carregar as coisas e não ter o material para produzí-las, mas aí basta matar um javali pra fazer as bolsas. A questão é: A ilha e as florestas são gigantes , onde achar um javali no meio da vasta fauna?
Outra coisa que poderia ser um ponto negativo é que, desvendar as torres pra liberar o mapa e conquistar lugares pode parecer repetitivo depois de um tempo, mas o game é tão imprevisível que esse problema acaba ficando mascarado.

Vish... será que dá pra passar?

 HISTÓRIA:

O pirata insano Vaas Wahine é um dos vilões mais legais e cativantes criados para esta geração de jogos. Ele é o líder de um grupo paramilitar que comanda e dita as regras da ilha, que faz das atividades consideradas ilegais o seu sustento. Você (Jason Brody) e seus amigos e mais 2 irmãos são jovens turistas riquinhos  que acabam por se aventurar na ilha comandada por Vaas, que os captura. A partir daí, o game começa, onde Jason consegue escapar do cativeiro de Vaas e começa sua aventura na ilha, com o objetivo de encontrar seus amigos desaparecidos e depois fugir da ilha. Jason também conta com a ajuda de algumas pessoas durante sua jornada. A estória inicialmente não tem nada de mais, mas é simples e bem intuitiva. Não vou falar mais para não contar spoilers. 🙄

Vaas, o marginal insano!

GRÁFICOS E SONS

Não precisa nem dizer que FarCry 3 é  um colírio, pelos vídeos isso é perceptível. Existem ciclos de dia e noite no game, a alvorada e o crepúsculo são fantásticos, principalmente se vistos no DirectX 11 jogando em um PC. Os personagens tem feições e estão muito bem feitas e  são vivos, com dublagens fantásticas (somente em inglês), o design da ilha e todo o seu conteúdo está muito caprichado. O som das armas está bacana, e a trilha sonora acompanha os momentos de ação e calmaria, conforme as atitudes do jogador.

Pelos testes que pude fazer, em questão de desempenho o game está disparado na frente de AC III, também da Ubisoft. O game roda mais liso e tem opções gráficas mais adaptáveis que podem ser personalizadas a qualquer hora.  Mas isso não elimina a necessidade de uma máquina razoavelmente boa  para rodar sem “spikes” na tela ou queda de desempenho.  Nos consoles, é nítida a perda da renderização em áreas muito abertas, de objetos que estão mais distantes, mas isso não tira a diversão do game.

RESUMINDO:

FarCry 3 é surpreendentemente divertido, inconstante e insanamente diferenciado. Não tive oportunidade de jogar o mulitplayer ainda, mas os vídeos dos modos cooperativo com 4 players e deathmatch parecem bastante convidativos. Um mundo aberto, denso, vivo, com uma excelente  imersão do jogador na ação e sistema de evolução fazem de FC3 um dos melhores FPS já lançados na minha opinião ( Já joguei vários). Consegui encontrar elementos no FarCry 3 que eu esperava em outros títulos (como Dishonored por exemplo) e não tinha encontrado. Observar Jason Brody se tornando um verdadeiro Geek of War no decorrer do game é muito compensador. Vale o preço do original sim, cada centavo de Dilma (sem os impostos kkkkkkk.  :-P)


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  • @RafaOliveiraBH

    O nome do Vaas está correto, já o nome do protagonista foi um erro do nosso redator em uma das frases, mas já foi corrigido, obrigado pelo toque!

    Abraços!

  • AlanGesus

    O sobrenome do Vaas é Montenegro e nao Wahine, e o protagonista se chama Jason Brody e nao James