Evento | Brasil Game Show 2016 (BGS 2016)

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Chegando direto da Brasil Game Show 2016, estou trazendo esse post (um pouco atrasado) para contar para você, leitor do Elite 42, como foi o evento desse ano.

Lembrando que estive fazendo a cobertura na quinta-feira, dia 01 de setembro, considerado dia de imprensa apesar de estar presente muita gente que certamente não estava lá apenas para cobrir o evento, tanto que era possível ver muitas crianças na área de Youtubers, mas enfim, na hora de comentar sobre a organização entrarei nesses detalhes… vamos ao que interessa, falar dos jogos e do evento em si.

Trajeto 

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Esse ano fui acompanhado da minha namorada Thaís Priscila que ficou responsável por fazer as filmagens, enquanto eu testava os jogos e tirava as fotos.

Saímos de Belo Horizonte na quarta-feira à noite de ônibus e chegamos em São Paulo na quinta-feira de manhã. Do terminal rodoviário Tietê fizemos uma parada em um hotel para tomar um banho, comer alguma coisa e próximo ao meio dia fomos para o evento pegando o metrô rumo a estação Jabaquara. De lá um ônibus especial do evento nos levou para o São Paulo Expo, onde retiramos nossa credencial de imprensa e entramos no evento.

Para quem pretende ir tanto na BGS, quanto na CCXP digo que podem ir sem medo pois é muito tranquilo chegar no evento, tanto de avião, quanto de ônibus, tanto de metrô, quanto Uber ou táxi.

Testando os Games

Nesse ponto vou separar um subtópico para cada game que testei para que fique mais fácil acompanhar o que achei de cada um.

  • Fifa 17

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Depois de testar a demo do PES 2017 no Playstation 4 fiquei com a impressão que seria difícil o Fifa trazer inovações o suficiente que batessem de frente com o PES e estava certo!

Desde 2010 eu larguei o PES/Winning Eleven, mas pela primeira vez estou sentindo que o PES está mais divertido e à primeira impressão achei mais realista também no quesito imersão.

Testei apenas a partida amistosa, portanto não sei se o modo história ou a Carreira podem trazer novidades atrativas o suficientes para tirar essa primeira impressão. Joguei com o Real Madrid contra o PSG e ganhei de 4 x 0, mas não cheguei a ver em que dificuldade estava, espero que seja uma bem baixa.

Não me entendam mal, acho que o FIFA 17 será um bom game, mas inicialmente não vi nenhuma novidade que justifique comprá-lo já que o gráfico do PES é melhor e a jogabilidade dos dois está bem equiparada. Vai ser uma disputa acirrada esse ano.

  • Mortal Kombat XL e Street Fighter V

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Aqui não temos nenhuma novidade, no entanto como os games estavam lá disponíveis para jogar sem filas, fiz uma partida em cada um, sendo a luta do Johnny Cage vs Scorpion e Sub-Zero no Mortal Kombat e fiz uma partida versus contra a Thaís no Street Fighter V, eu usando o Ken e ela a Cammy e obviamente perdi  😀

São bons jogos de luta dessa geração, quem ainda não experimentou, vale a pena.

  • Final Fantasy XV – Demo da luta contra o Titã

Na Brasil Game Show estava disponível a demo de Final Fantasy XV onde controlamos Noctis e sua equipe na luta contra um Titã gigantesco e que havia sido mostrada na E3 2016.

Sinceramente não curti muito. O escopo da luta impressiona, isso é fato, mas a dinâmica dela não é boa, é bem travadão, diferente das lutas da demo Episode Duscae que são totalmente divertidas. Os comando continuam basicamente os mesmos com as armas e magia no direcional, um botão de teletransporte e um botão de ataque, variando de acordo com a plataforma em que você joga é claro.

De qualquer jeito valeu a experiência e meu hype pra esse jogo continua gigantesco. O game que mais espero e quero jogar em 2016.

  • Dragon Ball Xenoverse 2

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Um dos games que nem esperava encontrar na feira foi este Dragon Ball Xenoverse 2.

Testei apenas duas lutas, mas à primeira vista o jogo está igualzinho o primeiro. Não notei grande melhora nem mesmo nos gráficos, mas nesse caso se tiver mais personagens e um modo história legal pode compensar pois achei o primeiro game bem legal como podem ver no review que fiz do jogo.

No teste usei os personagens Gogeta e Super Andróide 17, mas acredito que esse game deverá ter dezenas de personagens, isso se não chegar na casa dos 100.

Junto com Naruto, Dragon Ball é a franquia de animes que mais tem jogos bons e esse não deve decepcionar pelo pouco que testei no evento.

  • Cuphead

Esse jogo do Xbox One vem chamando atenção há muito tempo devido ao seu estilo gráfico que faz referência à animações antigas. Nele enfrentamos apenas chefões. O jogo rola em co-op e primeiro enfrentei uma batata gigante, morri umas duas vezes e assim que consegui vencer, enfrentei uma cebola chorona que tenta te matar com lágrimas. O terceiro chefe foi uma cenoura gigante e assim que perdi pra essa não tive paciência de continuar.

O jogo é muito bonito, mas o esquema de enfrentar apenas chefes pode ser um pouco enjoativo se não for bem variado. Torço para que os produtores implementem fases de plataformas boas nesse game e também chefes bem criativos para aumentar o fator replay.

Essas fases plataformas já estão confirmadas, o detalhe é saber se vão corresponder, porque aparentemente temos um bom jogo aqui.

  • VR Affected e Montanha Russa

Aqui sem dúvida foi a experiência que mais me impressionou durante a Brasil Game Show.

No estande da Saga estava disponível duas experiências com Realidade Virtual utilizando o Oculus Rift. Um jogo bem curto de montanha russa que de fato te transporta para esse brinquedo a ponto de te deixar meio tonto e se agarrando ao banquinho que você está sentado e Affected, uma pequena experiência de terror que me fez ver definitivamente que meu coração não vai aguentar essa tecnologia.

Em Affected você é transportado para um dos cenários aterrorizantes disponíveis no jogo, sendo que no meu caso escolhi o Hospital. Descrever o realismo que encontramos é até difícil pois realmente nossa mente é transportada para o jogo e a imersão é incrível. Você caminha por corredores estreitos com coisas bizarros acontecendo o tempo todo, tipo cadeiras de roda andando sozinho, um bicho escroto se arrastando pelo cenário, pessoas enforcadas no teto e mais. Você controla os movimentos corporais com um controle e ajusta a visão, visualiza coisas do ambiente e move a “câmera” movimentando a cabeça.

Durante os poucos mais de 6 minutos que joguei Affected eu tive certeza que o VR veio pra ficar e apenas problemas de saúde que a tecnologia possa vir causar é que podem impedir seu sucesso.

Ansioso por testar mais coisas no Oculus Rift, Playstation VR e afins, mas que não sejam coisas de terror.  😀

  • 99 Vidas

Como ouvinte do podcast 99 vidas, quis testar como estava ficando o game dos caras que estava disponível no stand do Playstation (se não me engano estava no stand do Xbox também).

A simplicidade do jogo já era esperada devido a ser um financiamento coletivo com um orçamento mais baixo. Trata-se de um game no estilo beat em up, também conhecido como briga de rua, com referências de coisas já comentadas no podcast.

Achei o jogo surpreendentemente difícil o que não me agradou muito. Não que eu queira moleza, mas sei lá, me pareceu de certa forma desbalanceado. Mas como era uma versão de demonstração para a BGS, pode ser que isso seja corrigido na versão final. Saindo por um preço honesto, pretendo pegar.

Jogos que não deu tempo pra testar, mas pude conferir de perto e outras impressões

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Seja por falta de tempo, seja por estar com filas enormes, seja por falta de interesse, teve muitos games que não testei diretamente, mas fiquei observando outras pessoas jogarem.

Vamos a eles:

Horizon: Zero Dawn era um dos jogos que eu mais queria testar mas estava com uma fila enorme. Não quis encarar apenas para testar o jogo por alguns minutos, mas observei que a fluidez que vi nos vídeos está presente no game e o gráfico realmente é muito bonito vendo de perto. Uma pena eu não ter conseguido jogar.

Dead Rising 4 e Recore estavam no stand da Microsoft, mas só passei lá no final do dia e já estava morto, então optei por testar apenas o Cuphead e observar outras pessoas jogando esses games. Gostei do que vi de ambos e pretendo acompanhar mais de perto daqui pra frente.

Outro que observei foi For Honor, que me parece ser um jogo divertido, com uma premissa interessante de misturar guerreiros de diferentes classes e épocas um grandes batalhas, no entanto mesmo vendo de perto ainda não embarquei no hype que vejo muita gente tendo.

Outro que não quis encarar a fila mas queria muito ter testado foi o Gears of War 4. Sou um grande fã da franquia, mas encarar uma fila gigantesca pra testar um game por alguns minutos e não aproveitar de fato o evento não é muito do meu feitio. Acho que o ideal é ir para o evento com uma equipe maior pra cada um testar algo, no entanto para a maioria dos site e blogs é liberado apenas um ou duas credenciais, impossibilitando uma cobertura mais a fundo.

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No stand da Ubisoft não havia muita coisa pra se testar, o que achei meio esquisito já que se trata de uma gigante dos games. Além do já citado For Honor e Steep, não me lembro de mais nada relevante no stand, ainda mais que se lembrarmos bem, vem por aí os lançamentos de Ghost Recon: Wildlands, Watch Dogs 2 e South Park: A Fenda que Abunda Força.

Vale mencionar que a Ubi estava dando muito destaque para Just Dance 2017 com mais de um palco para os jogadores dançarem e também deu muito destaque para Rainbow Six Siege Skull Rain com um campeonato do game rolando num telão, com direito a narrador e tudo mais.

Outra ausência que senti foi The Last Guardian que está perto do lançamento, mas só foi apresentado no auditório do evento.

Outro que não testei foi o Resident Evil 7, mas esse for ter ficado sabendo que era a mesma demo disponível no Playstation 4 e que já havia jogado duas vezes, mas vale mencionar que a casa que a Warner montou para os jogadores testarem a demo ficou bem legal.

Pra quem tem Playstation 4, fica a recomendação que testem pois essa demo está muito boa.

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Mais um game que só observei mas não testei foi o Gwent, cardgame que veio direto do The Witcher 3 e ganhou vida própria. Até tinham muitas estações para testá-lo, mas o cansaço físico e mental da viagem + longa caminhada na feira + prioridade para outros games não permitiram.

Pra finalizar, dei um passeio pela área de indies mas é muito jogo pra se ver ou testar e infelizmente apenas fui passando pelos stands e observando, sem testar nada, mas para quem vai em mais de um dia de evento vale a pena dar uma olhada com mais carinho pois tinham jogos que pareciam interessantes por lá.

Outras coisas para se ver na Brasil Game Show

Na BGS ainda tem algumas outras pequenas coisas pra se ver como Action-Figures muito fodas, exposições de games antigas, estandes para comprar bugigangas, uma área de Youtubers, cosplayers, etc.

Nessa parte vou deixar uma galeria de fotos para que vocês possam conferir:

Vocês podem conferir mais seguindo nosso Instagram onde postei mais vídeos e fotos!

Organização do evento

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Esse foi o primeiro ano em que a Brasil Game Show acontece na São Paulo Expo (mesmo local da CCXP) e isso foi muito bom, pois o local está definitivamente pronto e com acesso melhor, diferente da CCXP do ano passado quando tínhamos que subir um grande trajeto pra chegar ao local da feira e o estacionamento ainda meio que um terrão.

Os stands estavam muito bem distribuídos pelo local e o atendimento na chegada, seja para imprensa, quanto para os visitante e para os VIPs estava tranquilo.

Sobre essa questão de VIPs, Imprensa e visitantes vale um comentário e uma leve crítica:

Se a quinta-feira é um dia teoricamente para imprensa, eu acho que deveriam ter estações de games a parte para nós ou então não abrir esse dia para o público, mesmo sabendo que comercialmente falando não é interessante. Assim os sites, Youtubers, jornais, tv, etc. poderiam levar equipes maiores e testarem todos os jogos, aumentando a credibilidade do evento. Sei que do ponto de vista comercial isso não é bom, mas pensando pelo meu lado e de outros sites que não podem cobrir todos os dias, isso faz sentido.

Já o pessoal que entra como VIP e provavelmente pagou por isso ou dá algum retorno positivo para a feira eu entendo que é justo, mas não acho legal quando esse recurso é usado para furar filas para testar os jogos, mas enfim, decisões da organização.

O valor da comida é bem caro dentro do evento, num simples almoço para duas pessoas, pagamos 100 reais e sanduíches, cachorros-quentes, pipoca, tudo estava bem caro. Isso é comum dentro de eventos, mas vale o alerta para quem for visitar estar ciente, principalmente se estiver levando crianças.

De um modo geral, a organização está de parabéns, pois não notei nenhum problema grave, lembrando que minha experiência como imprensa pode diferenciar um pouco para quem for como visitante, principalmente no sábado quando a BGS fica lotada.

Conclusão

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Depois de um dia bem divertido e cansativo na BGS 2016, eu e Thais voltamos para Belo Horizonte pelo mesmo trajeto da ida, trazendo na bagagem uma boa experiência, com destaque para a experiência com o VR que realmente promete ser uma boa ferramenta para gamers e entusiastas de tecnologia em geral.

Recomendo que ano que vem visitem a BGS pois se trata de uma experiência bem diferenciada na área de games do Brasil, tão carente de bons eventos de grande porte.

Quem quiser conferir uma cobertura por outro ponto de vista, recomendo a leitura dos posts do Portallos, blog que já tive o prazer de participar e comandado pelo meu amigo Thiago Machuca.

Ano que vem espero comparecer novamente e a medida que o site cresce, espero também crescer nossa cobertura!

Até mais 😉