Crítica | Vingadores: Era de Ultron

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Vingadores: Era de Ultron desde o início era um filme fadado ao sucesso! Como sucessor de um clássico do cinema pipoca, as expectativas era altíssimas e a missão de Joss Whedon dificílima, ao mesmo tempo que extremamente recompensadora em caso de sucesso.

Como previsto em poucos dias da estreia o sucesso comercial do filme está mais que confirmado, está batendo recordes incríveis e pra alegria dos nerds / cinéfilos / marvetes e afins o filme ficou sensacional!

Obviamente foi perdido o encanto da novidade para aqueles que assistiram o primeiro filme, mas ainda assim Vingadores: Era de Ultron é acima da média no quesito entretenimento, ainda que pra isso tenha que sacrificar o fator relevância do enredo, que funciona, mas não é um Capitão América: Soldado Invernal e nem um Batman: Cavaleiro das Trevas, ele está mais para a ação que ele mesmo estabeleceu e para Guardiões da Galáxia.

Não entremos em detalhes da trama, afinal quase todos seres humanos deste planeta assistirão esse filme em algum momento, nem que seja na televisão, vamos no focar nos detalhes do filme.

Os Vingadores estão mais entrosados do que nunca nessa continuação, tanto nos diálogos, quanto na ação sincronizada e muito bem realizada.

O destaque dessa vez fica para o Gavião Arqueiro que tem um desenvolvimento bem inesperado e protagoniza o filme em diversos momentos, mostrando literalmente que por mais bizarro que seja, um cara com um arco e flecha pode ser tão importante quanto um Deus ou gênios da ciência. Parabéns ao simpático Jeremy Renner pela interpretação competente de um personagem quase desprovido de atributos se comparados aos outros Vingadores.

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Além dele, quem chama a atenção no filme são dois novatos, em primeiro lugar o sensacional Visão (Paul Bettany)! A Marvel conseguiu criar um visual e personalidade para o personagem que o torna automaticamente um dos mais interessantes desde o início dessa empreitada do estúdio. Só assistindo para entender…

O outro novato de destaque é na verdade uma novata: Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), chamada sempre pelo nome Wanda Maximoff devido à briga de direitos autorais com a Fox. A personagem já demonstra nesse filme que será muito importante no futuro da franquia e se junta à Viúva Negra no limitado time feminino da Marvel.

Pietro Maximoff não tem tanto destaque quanto sua irmã, mas Aaron Taylor-Johnson se saiu melhor do que eu esperava e acabou sendo um bom coadjuvante e uma bela escada para o desenvolvimento da Feiticeira.

O vilão Ultron (James Spader) é um caso difícil de se analisar, pois ao mesmo tempo que sua personalidade é bem interessante, sua modelagem digital ficou aquém do que eu esperava e acredito que em poucos anos o filme terá seu vilão datado, algo que não ocorre com o primeiro filme já que o vilão é um humano fantasiado, no caso o excelente Loki, que por sinal não dá as caras nesse filme, uma escolha acerta de Joss Whedon, pois o personagem já corria o risco de saturação após aparecer em Thor 1, 2 e Vingadores 1. Ultron não decepciona e protagoniza grandes cenas de ação e pasmem, cenas de reflexão, mas acredito que ao final da quadrilogia Vingadores, o robô estará abaixo de Loki, Thanos e cia.

O time de elite da equipe dos Vingadores está ali apenas para brilhar pois já tinham provado seu valor nos outros filmes, Tony Stark (Robert Downey Jr), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e especialmente o Capitão América (Chris Evans) e Bruce Banner (Mark Ruffalo) estão ótimos, repetindo as competentes atuações de sempre.

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Os efeitos especiais em grande parte do filme são o que há de melhor em Hollywood, com poucos trechos que passam um pouco do ponto e são passíveis de datar rapidamente, a trilha sonora é mais do mesmo, você entra no clima heroico, mas lembra demais o primeiro filme portanto não marca por si própria, temos ainda um roteiro muito coeso, com as passagens do filme quase sempre ocorrendo de forma sequencial, sem grandes saltos temporais e sem furos.

Vale mencionar negativamente que apesar da história correr bem, em diversos momentos senti uma edição e montagem bruscas, com viradas tão rápidas que fazem o expectador demorar um tempo pra entender como os personagens foram parar em determinado local ou situação, não chega a ser grave como no recente Godzilla de 2014, mas ainda assim poderia ter sido mais cuidadosa. Já foi anunciado que o Blu-Ray do filme terá uma versão estendida, portanto não me surpreenderia se isso fosse mais suavizado com menos pressão comercial para diminuir a longa duração do filme.

Finalizando, é tranquilo afirmar que Vingadores: Era de Ultron é obrigatório para os fãs do gênero super herói e recomendado para qualquer pessoa que goste de se divertir com ótimos efeitos, especiais, piadas bem colocadas e atores carismáticos. Mais uma vez a Marvel Studios acertou em cheio e certamente passaremos os próximos anos cheios de expectativa para os próximos filmes do estúdio, em especial Vingadores: Guerra Infinita.

Se Ultron foi pouco para você, THANOS vem aí!!!