Sinopse: “Depois que Brian e Mia se aposentaram, e o resto da equipe foi exonerado, Dom e Letty estão em lua de mel e levam uma vida pacata e completamente normal. Mas a adrenalina do passado acaba voltando com tudo quando uma mulher misteriosa faz com que Dom retorne ao mundo do crime e da velocidade.”

Mais uma vez um filme da franquia Velozes e Furiosos consegue passar da marca de 1 bilhão de dólares e ainda por cima teve a maior abertura em um final de semana de todos os tempos, atingindo US$ 542 milhões de arrecadação, mas será que esse oitavo filme da franquia está entre os melhores da série?

A resposta a nível pessoal e para essa crítica é não! E sabe porque? Porque Velozes e Furiosos é sobretudo sobre diversão e aceitar os exageros entregues. Acredito que até mesmo com quantas pessoas você assiste o filme pode influenciar na avaliação. E esse oitavo filme apesar de divertido, talvez o mais engraçado de todos, ainda fica abaixo do 3, 4, 5, 6 para o que eu curto em um filme de ação, mas é melhor que o 7, que apesar da linda homenagem ao Paul Walker, é o mais fraco de todos (e tem uma das melhores, senão a melhor trilha sonora). Considero o 1 clássico por isso é difícil avaliar e acredito que esse oitavo filme é perto do nível do 2, muito divertido mas menos envolvente, talvez por assim como o segundo, não contar com a família “Toretto” completa.

Brian, Han, Gisele e Mia fazem muita falta ao time e por isso eu ainda sou muito saudosista com os Velozes e Furiosos 4, 5 e 6.

Desde o quarto filme quando tivemos de volta a equipe inteira de Toretto todos os vilões estão ligados de alguma forma e aqui não é diferente, descobrimos que acima de Owen Shaw (Luke Evans) existe uma vilã ainda mais poderosa e influente, Cipher, uma “cyberterrorista” interpretada de forma competente por Charlize Theron. De uma forma até bem trabalhada pelo roteiro ela consegue colocar Dom contra a sua família.

O destaque de Velozes e Furiosos 8 fica por conta do humor de Luke Hobbs (The Rock), Roman Pierce (Tyrese Gibson) e principalmente Deckard Shaw (Jason Statham), em algumas cenas totalmente hilárias e inusitadas. O careca bom de briga volta, obviamente, como mais um anti herói da equipe e devido aos seu grande carisma e habilidade para cenas de ação, acaba roubando a cena, mostrando que talvez sua inclusão na família possa suprir a falta que Brian faz. As cenas dele junto com o The Rock na prisão são espetaculares.

Tej (Ludacris) e Ramsey (Nathalie Emmanuel) são certamente os dois integrantes do grupo mais fracos nesse filme, praticamente sem função emocional na trama, eles são os hacker padrão de qualquer filme de ação, mas que não demonstram muito carisma. Nas poucas vezes que Tej se destaca é graças a interação com Roman.

Letty finalmente se firma como a alfa fêmea depois de um vai e vem interminável no sexto e sétimo filmes. Ela tem um papel fundamental nesse filme.

Dominique Toretto (Vin Diesel) está com a mesma interpretação de sempre, pagando de fodão e com muito carisma. Sua condição nesse filme ajuda a não deixar o alfa do bando desgastado e temos uma grande surpresa revelada que ajuda muito a dar um grau na história do brucutu.

Vale citar que temos a tentativa de inserir um personagem novo na franquia e na equipe, mas pelo menos nesse filme não funcionou muito bem. Digamos que ele está ali pra cumprir a cota de personagem branco  loiro deixada por Paul Walker. Quem sabe nos próximos.

As cenas de ação desse filme seguem o padrão de muito exagero, explosões e acontecimentos surreais da franquia, ou seja, quem curte, curte… quem não curte passa longe. A cena do submarino que já foi mostrada em parte nos trailers é bem legal apesar de totalmente absurda.

A trilha sonora do filme é boa, mas comparada com outras da série fica ali no meio do caminho perdendo feio pra do Velozes e Furiosos 7 por exemplo.

No fim das contas Velozes e Furiosos 8 é um bom filme pipoca, mas a franquia não está mais em seu auge, por mais que os números de bilheteria mostrem o contrário, os novos membros da família Toretto podem acabar se tornando clássicos e tão queridos quanto os antigos com o passar do tempo, Jason Statham deu um grande passo nesse filme, mas a família totalmente reunida faz falta.