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J.J. Abrams recebeu uma das missões mais difíceis do planeta Terra: colocar a franquia Star Wars no topo novamente e tirar a má impressão que muitos ficaram após os episódios I, II e III. Se por um lado é uma tarefa árdua e com cobranças de uma legião de fãs, que pode se tornar enfurecida, por outro, alcançado o sucesso, tanto o diretor, quanto os atores e empresas envolvidas poderiam se tornar lendas.

E agora com o resultado entregue e com no mínimo 1 bilhão faturado (no momento em que escrevo este post, talvez alcance 2 bilhões ao fim das exibições), com grande parte de críticas positivas, temos um novo mito e uma nova jornada iniciado com sucesso.

Mas aqui analisarei o filme friamente, já sem a força do hype e com o mesmo assistido há vários dias atrás, mais precisamente na estreia mundial.

O primeiro ato do filme é basicamente uma introdução aos novos personagens, sejam eles heróis ou vilões.

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Conhecemos Rey (Daisy Ridley), a catadora de lixo de Jakku e que mostra-se uma protagonista extremamente carismática, sendo Ridley visivelmente superior em capacidade de atuação se compararmos com Mark Hamill (Luke) e muito mais ainda se analisarmos Hayden Christensen (Anakin).

Rey é tudo que precisávamos para fechar um ano com excelentes personagens femininas, fortes e destemidas. A garota se vira nas lutas, tem personalidade forte, é levemente engraçada e muito linda para completar o pacote de qualidades.

Temos também Finn, o stormtrooper desertor, interpretado por John Boyega, e na minha opinião o personagem mais legal do filme.

Muito se falou em termos um ator negro no rol de protagonistas e apesar de achar que isso tem que se tornar algo normal em Hollywood, é excelente termos representatividade de todas camadas da raça humana.

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E falando nisso, outro personagem apresentado é Poe Dameron, nascido na Guatemala e principal piloto do episódio VII. Este é apresentado junto a BB-8, o novo dróide fofo de Star Wars e com certeza este personagem será o maior campeão de vendas de bonecos, lancheiras e outros produtos, com todo mérito afinal, pois ele só fica atrás de Rey e Finn no quesito carisma para os adultos, só que para crianças ele deve ser o número 1 facilmente.

Fechando o ciclo de apresentações do primeiro ato, conhecemos Kylo Ren, o vilão mais atuante do filme, que se não chega a ser um Darth Vader no sentido de impor uma forte presença, o aspirante a Sith tem uma arco dramático e evolutivo bem interessante e com potencial para superar facilmente o arco de Anakin apresentado nos episódios I, II e III.

No segundo ato temos a reapresentação e retorno de muitos personagens queridos, com grande destaque para Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew) que atuam muito mais do que eu esperava. Ford inclusive está transbordando canastrice, algo que seria mal visto em outros personagens, mas que é marca registrada de Han Solo.

Leia Organa (Carrie Fisher) também está no filme, mas apesar de ter um papel muito relevante na teoria, não acho que ela foi aproveitada suficientemente bem nesse primeiro filme da trilogia.

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Até o momento vocês puderam notar que temos uma mulher como protagonista, um negro como co-protagonista, um branco idoso como galã canastrão do filme, uma branca idosa como general, um latino como piloto fodão e um branco jovem como vilão. Sim, no universo de Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força temos uma riqueza verdadeira de raças, etnias, gêneros, que são muito mais relevantes até que os aliens mecatrônicos construídos brilhantemente pela equipe de produção.

Nem tudo são apenas elogios em Star Wars: O Despertar da Força, pois se os personagens brilham, a história é bem mediana. Não acho nenhum absurdo aqueles que criticam o filme poer ser demasiadamente parecido com Uma Nova Esperança pois isto é um fato.

Temos um início em um planeta com um imenso deserto, uma protagonista com um passado misterioso, um dróide engraçadinho, um vilão inicialmente misterioso com roupa preta e voz levemente robótica, um piloto carismático, uma morte inesperada, uma arma monstruosa mas com uma falha bisonha e ridícula, quase um novo imperador Palpatine, no caso o Supremo Líder Snoke (Andy Serkis), stormtroopers trapalhões, etc. Sério, eu poderia elencar muito mais coisas, mas já deu pra ter uma noção.

Alguns podem enxergar isso como uma homenagem ou respeito ao material original, mas acredito que isso poderia acontecer sem tantas referências. J.J. Abrams já havia feito algo semelhante em Star Trek pelo que muitos fãs relatam, mas por não conhecer a série original e nem os filmes daquela franquia, isso não me soou tão estranho quanto neste Star Wars, uma franquia que tenho muito mais familiaridade.

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Isso torna o filme ruim? Claro que não! No entanto certamente perde pontos no quesito originalidade, o tornando quase que apenas uma releitura no quesito enredo. Definitivamente uma das coisas que menos me prendeu no filme foi a história, incluindo aí todo o blá blá blá da Primeira Ordem (que praticamente invalida final do Retorno de Jedi). Esperava mais desse quesito tão importante para um filme de fantasia espacial.

A trilha sonora é outro ponto que não se destaca por ser quase uma homenagem à clássica. Nisso o episódio I, IV e V continuam insuperáveis.

Sobre os efeitos e fotografia, não tem o que comentar, o filme é complemente redondo, com efeitos práticos e digitais mesclados na medida certa. Apenas não curti muito o efeito que deu vida a uma certa personagem que aparece da metade pra frente do filme e que tem papel relevante para ligar Rey a Luke Skywalker. Achei ela mal feita e com aquele brilho que separa o CGI do mundo real.

No fim da sessão, o fã de Star Wars dificilmente sairá decepcionado, pois O Despertar da Força é digno do nome que carrega e se trata de uma diversão de primeira qualidade, mas não posso desprezar na avaliação final o argumento mediano que move o filme, algo que me decepcionou um pouco. Sim, o filme tem personagens carismáticos, um vilão com desenvolvimento interessante, mas o todo que move Rey e companhia não foi bem desenvolvido nesse primeiro filme da trilogia, de qualquer jeito fica uma boa expectativa para que desenvolvam melhor essa trama no Episódio VIII e que ele tenha menos referências e mais vida própria, mesmo que utilizando vários personagens clássicos para alcançar a plenitude da Força.


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