Crítica | Quarteto Fantástico

quarteto-fantastico-critica

Como foi difícil reunir forçar para escrever sobre esse filme!

Desde os primeiros trailers que assisti do reboot do Quarteto Fantástico tive a impressão que algo estava errado.

A nova mania de Hollywood, com raras exceções é entregar as melhores cenas nos trailers, mas neste não havia melhores cenas.

De qualquer jeito fui assistir imaginando que poderia vir uma bomba, mas não me deixaria levar pelo frisson negativo que acometeu esse filme.

Durante o primeiro ato, o filme tem um desenvolvimento lento, porém aceitável considerando que se trata de um filme de origem. Mesmo tendo que engolir crianças fazendo coisas que super cientistas não conseguiriam, poderíamos relevar em nome da diversão, mas quando achamos que o filme vai engrenar na viagem entre dimensões as coisas dão uma leve piorada, mas ainda dentro da normalidade do que chamaríamos de um filme medíocre.

Agora quando os personagens se tornam os consagrados heróis da Marvel de fato, meus amigos leitores, este se torna disparado um dos piores filmes de heróis já criados.

Tudo de negativo que vocês leram sobre o filme eu reafirmo aqui, os efeitos especiais são ridículos desde o começo, só se salvando a dimensão paralela por alguns minutos e por pouco o efeito do Tocha-Humana.

O Doutor Destino tem um visual nível Power Rangers, com a diferença que na série clássica o orçamento era bem menor e estávamos nos anos 90.

O roteiro é forçado desde o começo, mas as falas até são aceitáveis até a metade, mas as falas da metade do segundo ato até o final do filme são bizonhas, sendo o último diálogo do filme totalmente lamentável.

Não sei o que dizer sobre a direção, pois os pedaços do filme são tão mal montados, que pode ser culpa de Josh Trank, mas me parece muito mais dedo de produtores querendo deixar o filme mais “legal”.

Miles Teller está bem como Reed Richards, dando um alento que o protagonista poderia segurar o filme nas costas. Mas a tarefa fica complicada quando todos os outros três membros / atores que pretendiam formar a família fantástica estão péssimos no filme. Fiquei com pena do cara que já demonstrou talento em outras obras.

Kate Mara até inicia bem, mas vai se apagando no filme, até o ponto de se tornar invisível como o super poder de Sue Storm.

Michal B. Jordan como Tocha-Humana está péssimo!!! Todo o mimimi da mudança de etnia nada tem a ver com isso, apenas o personagem não funciona em nenhum momento, fazendo incrivelmente o Johnny Storm do Chris Evans ser melhor que este.

Jamie  Bell como Ben Grimm simplesmente não existe. Não tem nem o que comentar sobre a atuação do cara, ele não teve chance pra isso, seria covardia.

Apesar do roteiro sabotar sua atuação o tempo todo, Toby Kebbell poderia ter sido um bom Dr. Destino, mas ele acaba se tornando um dos mais lamentáveis do filme por ter que segurar a onda como um vilão extremamente mal construído e caracterizado de forma risível.

Se em Mad Max: Estrada da Fúria saí do cinema atordoado com grandiosa qualidade técnica do filme, neste sai sem entender como conseguiram fazer algo tão ruim.

Se quer um entretenimento de qualidade passe longe desse filme, mas se curte uma galhofagem, quer contar para os amigos que um dia assistiu essa bomba, então assista pela zueira!