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Uma das maiores polêmicas da internet nesse final de ano foi a discussão sobre a qualidade do filme O Hobbit: A Desolação de Smaug. O filme é bom ou ruim? É necessário dar uma nota 8 ou 80 para o filme?

Depois de ter tempo para digerir bem as emoções, ouvir opiniões externas, finalmente estamos aqui para dar a nossa opinião. Então vamos lá!

Sinopse: “Segunda parte da jornada de Bilbo Bolseiro, Gandalf e os anões em busca do tesouro mantido pelo dragão Smaug, e como essa aventura mudaria o rumo da Terra Média para todo o sempre.”

Em primeiro lugar quero adiantar que O Hobbit: A Desolação de Smaug é um dos filmes mais bonitos já lançados na história do cinema, mesmo com alguns defeitos em relação a algumas CGs que ficaram artificiais (Azog ainda tem um aspecto estranho, muito artificial, e particularmente achei Dol GulDur um set muito mal feito) isso não é nada comparado a beleza dos cenários, riqueza de detalhes e incrível capacidade da equipe de Peter Jackson em tornar a imaginação, descrições de um livro infantil em algo tão lindo.

Pode ser um pouco de exagero por ser o último filme que assisti, mas acho quase impossível alguém citar um cenário fechado mais bonito e impressionante que o salão de tesouro dos anões (atualmente de Smaug), um lugar imenso, com vários itens preciosos diferentes, onde até mesmo o imponente Smaug fica pequeno. Lindo!!!

Desde o início, essa jornada do corajoso Bilbo Bolseiro tem sido permeada por cenários que superam até mesmo O Senhor dos Anéis, até por termos mais tecnologia de qualidade disponível nos tempos de hoje do que no lançamento da primeira trilogia e obviamente apenas cenários bonitos não são capazes de segurar uma história, portanto vamos falar um pouco dela e de outro ponto bastante controverso: a edição!

A história original do livro foi mudada em diversos pontos, pois a intenção do estúdio em primeiro lugar é o lucro e quando decidiram transformar O Hobbit em uma trilogia já era esperado pelos mais atentos que o filme teria muitas invenções e gordurinhas desnecessárias, no entanto considero isso apenas um pequeno preço a se pagar para me divertir por muito mais tempo na Terra Média. Sim, eu também fiquei entediado em alguns momentos do filme, também fiquei meio sem reação com o final abrupto, mas ao sair do cinema tinha certeza que vi algo grandioso e minha vontade de rever toda a saga do anel e dos anões reascendeu forte.

O que acaba dando vazão para as críticas negativas trabalharem mais forte é a edição do filme que ficou devendo bastante, o ritmo do filme poderia ser bem melhor se não houvesse tantas quebras de tensão trocando o local dos acontecimentos em momentos equivocados, uma coisa tão básica ajudou muito a passar a sensação e aumentar a certeza de que o filme poderia ser feito em apenas duas partes (em apenas um filme eu acho impossível).

A trilha sonora do filme foi outro ponto bastante criticado por não ter um tema épico como houve nos outros filmes da franquia, mas na minha opinião faltou apenas esse tema principal, pois em geral a trilha é no mesmo nível dos outros.

As atuações em O Hobbit: A Desolação de Smaug estão excelentes como sempre foi de praxe na franquia, pois temos atores muito competentes no elenco, talvez por não ter muito destaque nessa segunda parte, senti um pouco a falta do carisma e mais participação de Ian McKellen. A melhor atuação do primeiro filme tinha sido de Richard Armitage (Thorin Escudo-de-Carvalho), mas neste quem rouba a cena é Martin Freeman… o cara está simplesmente sensacional no papel de Bilbo, Bolseiro. Se no primeiro filme ele já tinha ido muito bem, aqui ele se mostra ainda melhor e sua cena com Smaug é uma das melhores da franquia, assim como sua cena com Smeagol/Gollum já havia sido genial. Você nunca consegue olhar para ele e pensar no ator, você enxerga um hobbit o tempo todo, diferente de Ian McKellen que pela primeira vez parecia estar atuando um pouco no automático, sendo que havia dado show no primeiro filme.

Thorin Escudo-de-Carvalho nesse filme está um pouco mais chato, menos heroico, mas não por problemas de atuação e sim por seu papel na trama, os outros anões estão ok e apenas Kili e Bombur tem algum destaque, além é claro de Balin, o mentor da tropa de anões.

Vale mencionar que a inclusão de Legolas na história só fez bem para o filme, pois suas cenas de ação estão sensacionais, mais uma vez tendo grandes chances de serem as melhores da franquia e a elfa Tauriel (Evangeline Lilly) agrega bastante ao trazer a graciosidade de uma elfa linda para a história e ainda sendo uma personagem bem forte. As críticas negativas em relação ao possível triângulo amoroso entre Legolas, Tauriel e Kili não procedem, pois não houve um beijo sequer, nem uma cena longa, apenas insinuações, piadas e no fim apenas agregou mais um elemento que O Hobbit original não trazia.

Apesar da aparição bem rápida, foi muito legal ver um elfo mais arrogante e louco como Thranduil, seu comportamento é bem intrigante e só lamento que ele não esteja na trilogia SdA. Outro personagem que é muito importante e certamente vai ser mais ainda na sequência é Bard, o arqueiro… Luke Evans interpretou bem o personagem, mas ainda assim achei que poderia ser um pouquinho mais heroico e menos dramático, mas quando envolvemos filhos na história, isso fica meio difícil, no entanto acho que esse lado heroico terá mais vez no terceiro filme. Vamos aguardas…

E para finalizar não podemos deixar de falar do magnânimo e incrível Smaug, o novo rei da montanha de Erebor. Certamente Smaug é o dragão definitivo do cinema, quando ele sai debaixo do mar de ouro, eu arredei para trás na poltrona do cinema e falei “uauuu”, essse bicho está definitivamente na minha frente e o 3D acabou ajudando na imersão desse encontro com o dragão.

Passando rapidamente pelo 3D antes de continuar falando de Smaug, eu acredito que vale muito a pena assistir nesse formato, acredito que a profundidade dos cenários ficou muito maior assim e só não assisti em HFR 48FPS pois não tinha uma sessão no horário que eu queria, mas assisti o primeiro filme nesse formato e apesar de estranhar um pouco a velocidade das coisas, no fim nunca senti uma imersão tão grande no cinema quanto nesse dia.

Voltando ao Smaug, sua voz, tanto na versão dublada, quanto na versão legendada é incrível, tem um peso absurdo em cada palavra e o visual é fantástico, mal posso esperar para assistir em casa em Blu-Ray e revê-lo quebrando tudo no terceiro filme O Hobbit: Lá e de Volta outra Vez.

Enfim, O Hobbit: A Desolação de Smaug está longe de ser um filme ruim, se não é um filme perfeito, certamente é um dos melhores do ano de 2013, se não assistir no cinema levando em consideração críticas negativas, vai se arrepender amargamente, pois um filme com essa beleza e grau de diversão a gente não vê todo dia.


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