O-Hobbit-3-Poster

O que vocês leitores diriam se eu começasse esse texto dizendo que o filme é ótimo, vale a pena ver no cinema, mas dentro da hexalogia de Peter Jackson é o filme mais fraco?

Estou começando uma crítica pelo fim não é mesmo?

Então… essa é exatamente a primeira coisa que me vem em mente quando penso em O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, o filme começa já no clímax, algo que por boa pratica de estruturação deveria estar no fim do filme.

O tão aguardado desfecho da batalha contra o imponente Smaug acontece logo no início do filme e se resolve muito rapidamente e sem grande emoção, algo até difícil de fazer.

Se em O Hobbit: A Desolação de Smaug temos uma crescente lentaaa, com alguns ótimos momentos e um semi-final épico (sou muito fã da cena entre Bilbo e Smaug no salão de tesouros), com um final medíocre, em O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos temos uma edição e ritmo totalmente esquisitos, com vários finais e praticamente nenhum desenvolvimento.

Se Martin Freeman continua dando um show como Bilbo Bolseiro, considero totalmente incompreensível como um personagem tão bobo quanto Alfrid pôde ter tanto temp em tela. Se Bilbo não é tão útil em uma super batalha, ele é mais do que suficiente como alívio cômico junto com Gandalf que aqui também ainda não tem os poderes da trilogia do anel, portanto essa foi mais uma decisão de roteiro que não entendi.

Falando da parte boa do filme, Peter Jackson continua dirigindo muito bem a maioria das cenas, além disso os efeitos especiais do filme são inacreditáveis de tão bons, com alguns poucos momentos de exagero que acabam soando artificiais demais, mas nesse quesito visual O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos é quase perfeito, desde a cena com a Cidade do Lago completamente destruída por Smaug até as cenas de batalha com seres que nem existem, como por exemplo Azog, que nesse filme está ótimo diferente de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada em que era visível sua artificialidade.

Já mencionei sobre a qualidade de atuação de Bilbo e isso se estende à quase todo elenco, com destaque para a luta envolvendo Galadriel ( Cate Blanchett), Elrond (Hugo Weaving) e Saruman (Chistopher Lee) que protagonizam uma luta épica conta os Nazgul (com um visual mais legal) invocados pelo Necromancer (Sauron) e isso não é spoiler pois já tinha ficado claro no filme anterior.

Vale também destacar positivamente a imponência dos personagens Gandalf, muito bom como sempre (fumando mais do que nunca), Thranduil e Legolas (tem uma cena dele que o cinema aplaudiu de pé literalmente), Thorin e Dain, todos esses fizeram bem os seus papéis ou tiveram uma ajudinha do roteiro para se destacar.

Negativamente eu destaco Tauriel, Bard, o já citado Alfrid, Radagast e Kili, todos muito ruins de atuação ou mal aproveitados.

Pra finalizar ressalto a péssima edição e repito que o filme tem finais em excesso, mas o verdadeiro final e ponto central da trilogia, que seria quem ficaria com o tesouro de Erebor não é explicado no final do filme.

Como assim Peter Jackson????????????????????????????????????????????

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos com todos esses problemas ainda é um entretenimento acima da média, pois a Terra Média é tão encantadora que tem que se esforçar demais para estragar tudo, estarei aguardando uma versão estendida menos problemática, com um final decente e já providenciei a compra do livro para entender melhor o que não conseguirão explicar no filme.

Se você for muuuuito exigente com roteiro e edição, não assista esse filme, mas se você busca um dos filmes mais divertidos do ano e não se preocupa com um filme sem desenvolvimento, mas com muitas batalhas espetaculares, assista O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos no cinema e se possível na maior tela possível.

AAAaah e me desculpem pela crítica confusa, mas juntar o quebra cabeças que foi a edição desse filme, não foi das tarefas mais fáceis.

Sentirei saudades da Terra-Média, mas artisticamente falando, ela já esteve em melhor forma.