Com a nova onda de universos expandidos, todo grande estúdio de cinema quer sua fatia do mercado. A Universal tentou introduzir nos últimos anos, filmes de monstros que compartilhavam um mesmo mundo. Drácula: A História Nunca Contada e Frankenstein: Entre Anjos e Demônios deram partida a essa tentativa, no entanto os filmes não foram bem recebidos pela crítica e público o que fez com que a Universal adiasse os planos. Finalmente no ano de 2017 resolveram voltar com o projeto e dessa vez chamaram Tom Cruise para estrelar o primeiro filme da empreitada: A Múmia.

Nesse novo longa não temos o aproveitamento de praticamente nada dos últimos filmes da franquia, não há a presença de Imhotep por exemplo. Coisas óbvias como maldições, esqueletos zumbis, tempestades gigantescas de areia estão presentes aqui, mas o roteiro base é novo. A história do filme deleita-se nos clichês. Nick Morton (Tom Cruise) é um militar altamente treinado e um tanto quanto egoísta que entre uma missão e outra, rouba tesouros para vender no mercado negro. Tudo muda quando Morton ao lado da arqueóloga Jenny (Annabelle Wallis) encontra uma tumba milenar e por um descuido do militar, Ahmanet (Sofia Boutella) é libertada. Daí pra frente é uma correria em busca de deter a poderosa múmia com alguns breves momentos de respiro que desenvolvem a relação de Nick e Jenny e conta o passado de Ahmanet.

A novidade fica pela tentativa de criar o chamado Dark Universe, pois temos a inserção bem no meio do filme de personagens que teoricamente não deveriam estar ali, em especial o dr. Henry Jekyll, personagem clássico do Médico e o Monstro, interpretado aqui por Russell Crowe. Podemos enxergar essa tentativa por duas óticas. Na criação do universo expandido faz sentido e parece que pode funcionar para o futuro, mas para o filme da Múmia em si, acaba se tornando uma quebra no ritmo do filme que até então é um terror de monstro clássico e se torna um filme de ação bem estranho, dissipando quase que totalmente a tensão que existia até então.Essa quebra do roteiro reflete-se na montagem do filme que é bem confusa transitando entre ambientes de forma muita abrupta.

Os efeitos visuais relacionados a Princesa Ahmanet já com seus poderes recuperados são bons e convincentes, mas o filme tem momentos da personagem em um estado de maior deterioração e esqueletos zumbis que tem efeitos bem medíocres. Por outro lado temos uma cena de queda de avião muito bem dirigida e as tempestades de areia são muito bem feitas, tornando o filme um mix de momentos visuais incríveis e outros risíveis, assim como em quase todos outros quesitos do projeto em que acontece essa inconstância de qualidade o tempo todo. Hora ele tenta ser sério, hora cai na galhofa, às vezes as atuações são boas, outras são péssimas.

Se o filme se mantivesse no clima do início poderia ter sido algo melhor, inclusive Tom Cruise caçador de tesouros me remeteu na mesma hora a um Nathan Drake dos jogos Uncharted. Caso o filme com Tom Holland não dê certo, Cruise é uma ótima opção para viver um Nathan mais velho.

Pra finalizar vale o seguinte comentário: ao longo dos anos, com o avanço da tecnologia e maior capacidade financeira de produzir filmes, a exigência do público de cinema aumentou consideravelmente, cada vez exigindo-se mais espetáculos visuais e roteiros bem trabalhados. A internet potencializou essa exigência ainda mais com o famoso 8 ou 80. Feita essa ponderação, deve-se dizer que o novo A Múmia é um filme totalmente mediano como era de se esperar por quem já tinha assistido os trailers, mas ainda assim pode-se extrair diversão da escapista, desde que em uma sessão barata no cinema ou em casa em uma tarde sem nada para fazer. Sempre é legal ver Tom Cruise correndo, mesmo que o filme em si não seja grande coisa.


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