minions-2015

Independente da opinião de qualquer crítico do mundo, Minions é um sucesso comercial, isso não se discute, no entanto, desde que foi anunciado um filme solo das criaturinhas, a pergunta que não queria calar era:

Os Minions sozinhos tem força para sustentar um longa-metragem?

Minha resposta é… SIM!!!

MAS não aconteceu nessa primeira tentativa!

Ao contrário de alguns, não acho que uma animação pode ser ruim ou ter um roteiro péssimo só porque o público alvo são crianças.

Os grandes clássicos da Disney, Pixar e até os dois primeiros Shrek da DreamWorks provam que até o maior dos besteiróis, sátiras ou contos teoricamente para crianças podem ser marcantes.

Claro que nem todo filme precisa ser uma obra de arte, mas para uma análise, comparações frias ou calorosas são válidas.

O primeiro erro não é culpa do filme em si e sim de uma tendência atual onde cenas engraçadas ou importantes são mostradas nos trailers. O que me levou ao filme foi justamente a sacada dos Minions passando por diversas eras e convivendo com os vilões de cada tempo, uma genial estratégia de marketing, mas que estraga o 1º ato da aventura, que por sinal seria um plot muito mais interessante do que o executado no filme.

Lembram que citei acima que os Minions poderiam sustentar um filme, mas não aconteceu neste? Pois é, além do primeiro ato spoileado pelo trailer, outro momento do filme teve bastante carisma e não foi bem aproveitado, mais especificamente quando os Minions pegam carona com uma certa família, tendo esta muito mais carisma do que os verdadeiros vilões do filme (Scarlett Overkill e seu marido) e seu plot extremamente sem inspiração.

O que salva Minions de ser um fracasso retumbante e o torna um filme assistível é o carisma das criaturinhas que em alguns momentos estão ótimos, apesar de faltar uma sequência mais empolgante. Eles fazem graça o tempo todo e são muito engraçadinhos, as crianças piram!!!

A trilha sonora tem ótimos momentos, mas isso é muito mais uma questão de pegar músicas boas e encaixar no filme, pois não existe uma tema dos Minions realmente marcante para segurar a onda nesse quesito, então recorrer a Jimi Hendrix, The Doors e outros clássicos é moleza, basta ter grana pra pagar os direitos.

Outro problema, mas este só afeta os adultos mais atentos, é a dublagem brasileira, que diga-se está muito boa, mas fica nítido que o Guilherme Briggs dublou praticamente todos coadjuvantes do filme, fazendo com que todos personagens soassem meio iguais, tipo:

“Olha é o Guilherme Briggs dublando o personagem X… legal!!! Opa, pera lá, ele tá dublando aquele ali também e aquele e aquele, etc…”

Ele também dublou os Minions, mas ai não faz diferença nenhuma. Lembrando que não achei a dublagem ruim de forma alguma, inclusive a Adriana Esteves como Scarlett Overkill foi uma bela sacada diante do seu recente sucesso como vilã em uma novela, mas a presença do Briggs em diversos personagens pode incomodar um pouco.

Minions é um filme para crianças menores e adultos que curtem piadas mais bobinhas, o filme não tem nenhuma intenção de contar uma história bem trabalhada como Divertida Mente,  portanto recomendo levar o filhão ou filhona de até 10 anos pra assistir, mas se você for um adulto mais exigente, certamente terá 1 hora e meia de puro tédio assistindo os carismáticos bichinhos amarelos.


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