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Na Ilha Nublar dos dias atuais, o Parque dos Dinossauros foi inaugurado, seguindo os planos originais de John Hammond no primeiro filme. O parque temático recebe 10 milhões de visitantes todos os anos e é completamente seguro. A ameaça da vez é um dinossauro geneticamente modificado.

Parece que 2015 é o ano dos blockbusters de ação, depois dos competentes Mad Max: Estrada da Fúria e Vingadores: Era de Ultron, temos mais um belo exemplar do gênero: Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros.

Se no primeiro filme temos uma pontada de arte e primeiro o contato com animais grandiosos recriados com maestria, aqui temos ação de “monstros” elevada à décima potência.

É bem verdade que Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros é quase um remake do filme clássico, no entanto o roteiro maquiou esse detalhe muito bem fazendo parecer que tudo é nostalgia e familiaridade.

Tanto que esse filme se encaixa muito melhor como uma Jurassic Park 2 do que o próprio “O Mundo Perdido” que carrega esse título oficialmente.

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Falando do filme em si, fiquei positivamente surpreendido ao perceber que a violência gráfica e a agressividade dos dinos está bem maior nesse filme do que nos anteriores, algo que torna o filme menos recomendável para crianças mais sensíveis mas que ao mesmo tempo deixa tudo mais crível.

Outro ponto positivo é que podemos ver os dinossauros muito mais como animais do que monstros já que o Jurassic World é um misto de zoológico com parque de diversões.

As cenas onde acompanhamos o comportamento dos Velociraptors enquanto animais predadores são sensacionais e até mesma a controversa cena de Owen (Chris Pratt) tentando “adestrar” ou “domar” os animais é muito bem encaixada e tem uma explicação que difere dos termos que usei para evitar spoilers.

A história do filme e sua construção são bem clichês, temos o parque, dinos modificados sedentos por carne, o “mocinho” galã, a mocinha extremamente linda e que vai se tornando mais forte, uma dupla de crianças ora mais inteligentes e capazes do que agentes e seguranças treinados, ora mais burras que um filhote de braquiossauro, sustos bem feitos e sustos idiotas só pela zueira, enfim a mesma fórmula do primeiro filme atualizada para os dias atuais.

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Os efeitos especiais são ótimos, você realmente fica imerso no parque e na tensão absurda que esse filme gera, no entanto em alguns poucos momentos você nota aquele brilho de CGI contrastando com ambientes reais, mas nunca chega a incomodar de verdade. Acredito que esse filme não terá a mesma longevidade do primeiro, mas quase nenhum filme da história do cinema tem, então normal.

A trilha sonora é basicamente um remake da original ou seja segue o tom do filme sendo muito boa, nostálgica, mas nada surpreendente.

A dupla de protagonistas não funcionam muito bem quando tentam ser um casal, temos momentos bem vergonhosos em momentos que deveriam ser tensos e nos momentos de respiro pouco é desenvolvido em relação aos personagens. Apesar disso, individualmente Chris Pratt e a gatíssima Bryce Dallas Howard funcionam como heróis carismáticos. A garota é um estereótipo de mulher focada na carreira, forte, mas que em troca ignora a família e isso é explorado no filme, ainda que de forma corrida.

Mesmo estreante em blockbusters, Colin Trevorrow provou que tem potencial para pegar obras difíceis ao transformar Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros em algo bom, pois convenhamos, o roteiro do filme é bem medíocre e cheio de Deus ex Machina. Como entretenimento funciona, mas não dá pra levar a sério um casal se beijar em meio a um ataque de dinossauros ou crianças consertando carros em pouquíssimo tempo e com poucos recursos.

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A estrela principal do filme, a Indominus Rex não chega a ter o carisma do T-Rex, tanto que quando o mesmo aparece rouba a cena. A Indominus é um vilão na essência da palavra, ainda que não seja por sua culpa, pois diferente dos Velociraptors ou do próprio T-Rex ela não segue um instinto natural e sim algo induzido pelos humanos que a criaram.

No fim Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros é um filme extremamente divertido, tenso, cheio de ação de primeira qualidade e efeitos especiais incríveis, mas peca um pouco no roteiro e resoluções preguiçosas. Pessoas exigentes podem se incomodar com as soluções fáceis e non-sense, porém se você quer sentir uma boa dose de nostalgia e aproveitar um ótimo blockbuster, esse filme é para você.

A cena final do longa é um ótimo resumo para o julgamento final do filme, se você achar boa, vai sair urrando o quão foda são os dinossauros e achando Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros o melhor filme do mundo, agora se achar essa cena final exagerada, uma piada de mal gosto, vai considerar um dos piores filmes que viu na vida.

Eu sou do primeiro time… saí urrando como um T-Rex!!!