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O que Homem-Formiga e Guardiões da Galáxia tem em comum?

Fácil né… ninguém esperava nada deles!

E se tem uma coisa que costuma dar certo é um filme bom sem grandes expectativas em torno, pois os expectadores se surpreendem positivamente mesmo que o conteúdo oferecido não seja excepcional.

Homem-Formiga acerta em cheio em não se levar a sério, sendo a estrutura básica do roteiro quase uma comédia tradicional, com amigos idiotas tentando fazer um assalto muito maior que seriam capazes em condições normais.

Depois de vacilar feio com reviravoltas imbecis em Homem de Ferro 3, parece que a Marvel aprendeu a fazer comédias sem comprometer o roteiro.

Neste longa, o mais humano do estúdio, o foco é nos personagens e para essa fórmula funcionar eram necessários atores competentes fazendo os papéis principais, então a Marvel escalou Michael Douglas, como Hank Pyn, Paul Rudd como Scott Lang e Evangeline Lilly como Hope, um trio de respeito que segura o filme nas costas junto com os amigos engraçados do Scott.

O vilão desse filme é um dos piores do universo Marvel, extremamente previsível e unidimensional, só não sendo um desastre porque o tom de humor dá um suporte incrível para os momentos megalomaníacos desnecessários, mas que de fato são comuns em histórias em quadrinhos, mídia esta que inspira os filmes de herói.

Para dar um resumo do roteiro, a história é uma mistura de Homem de Ferro com 11 Homens e 1 Segredo, com alguns dramas familiares para humanizar os personagens principais, bem simples assim.

Os efeitos especiais do filme estão muito bons e acabam se diferenciando dos outros filmes do estúdio pelas características únicas do herói, com câmeras ágeis, efeitos criativos no encolhimento do Homem-Formiga e alguns efeitos bem psicodélicos nos momentos finais da projeção.

As cenas de ação também são bem executadas com participação de um Vingador, lutas em cenários que proporcionam momentos de comédia interessantes e uma luta final em um cenário inusitado.

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A trilha sonora tenta ser carismática igual dos Guardiões, mas apesar de realmente ser boa, não é marcante e após sair da sessão dificilmente lembraremos dela.

No fim Homem-Formiga é um filme menor em ambição se compararmos com seus irmãos de estúdio, no entanto a aposta em focar na história de origem dos personagens principais acabou se mostrando certeira, mesmo que o primeiro ato seja um tanto mais arrastado do que o necessário. O carisma de Michael Douglas, Paul Rudd, Evangeline Lilly e Michael Peña (como o engraçadíssimo Luis) é responsável por 90% do sucesso do filme.

A Marvel apostou em sua fórmula bilionária, com toques do personagem dos quadrinhos e criou um bom filme de comédia / assalto, o que me deixa curioso para ver o que vão aprontar com o Doutor Estranho e o Pantera Negra que não combinam tanto com a fórmula tradicional e que provavelmente exigirão mais do enredo.

Homem-Formiga provavelmente não seria necessário em um mundo sem o MCU, mas como o mesmo existe, está aí, mais um filme divertido e recomendável, não é memorável e ainda assim consegue ser um entretenimento super competente.


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