A maior dúvida sobre Guardiões da Galáxia Vol. 2 era se conseguiria superar o primeiro filme, tão querido e elogiadíssimo por conta de sua aventura divertida e excelente trilha sonora.

E no fim das contas James Gunn (diretor e roteirista) conseguiu entregar nesse segundo filme um nível muito parecido com alguns pontos melhores e outros piores, o que é totalmente normal, afinal o primeiro filme é único, é possível emular alguns detalhes, mas é impossível ser totalmente igual.

Mais uma vez o diretor tem a vantagem e liberdade de não precisar unir muito o seu filme com o restante do universo cinematográfico, o que permite contar uma história mais episódica e menos mirabolante, bem diferente dos outros filmes do estúdio.

Em Guardiões da Galáxia Vol. 2 temos a equipe de degenerados mais consolidada, já trabalhando juntos, o que não quer dizer que eles não tenham problemas de relacionamento já que estamos falando de verdadeiros anti-heróis.

E essa personalidade do grupo que torna o filme tão divertido, com um destaque especialíssimo para Rocket, Drax e Baby Groot que estão ali pela zueira apesar de ter seus momentos mais sentimentais e de importância da história (que nesse filme é muito mais pessoal do que grandiosa).

A adição de Mantis e Yondu à equipe por alguns momentos tornou o grupo ainda mais legal, já que a primeira é escada para as melhores piadas de Drax e o segundo faz uma bela dupla com o Rocket em determinado momento do filme, além é claro do seu poder incrível.

A trama central do filme gira em torno do encontro entre o Senhor das Estrelas (Chris Pratt) com seu pai Ego, o planeta vivo, interpretado de forma bem caricata e divertida por Kurt Russell, que parece ter retornado aos blockbusters com tudo nos recentes Velozes e Furiosos e agora com Guardiões da Galáxia Vol. 2. Peter Quill ao descobrir que é filho de Ego passa a conhecer mais sua origem e o passado dos seus pais, trama essa que é até curiosa, mas que não leva a muita coisa, assim como os acontecimentos do primeiro filme.

Gamora tem uma subtrama com sua irmã Nebula, no entanto apenas seus desfecho é interessante, mais até pelas atitudes da Nebula do que da protagonista, o que torna a personagem a mais subaproveitada da equipe principal.

A trilha sonora é excelente e em diversos momentos ela é usada pra contar partes da história, no entanto valem mencionar que ela não é tão memorável quanto a primeira e em alguns momentos ela é utilizada meio fora de hora, como se fossem clipes, em um estilo muito parecido com Esquadrão Suicida, algo que não desabona exatamente, mas é perceptível.

Visualmente o filme é demais!!! Tive a oportunidade de assistir em IMAX 3D e a experiência é incrível com planos de profundidade maravilhosos, cores vibrantes e um som estrondante. O 3D não me parece essencial para a experiência, mas certamente não é mal feito por dar profundidade nas cenas de ação.

No fim das contas Guardiões da Galáxia Vol. 2 é mais um ótimo filme da Marvel que vem numa sequência de acertos muito grande. Se por um lado este segundo tem uma história um pouco menos instigante que o primeiro, uma trilha sonora um pouco menos memorável, por outro lado os personagens estão ainda mais engraçados e carismáticos, os efeitos visuais estão mais incríveis e a diversão permanece intacta.

Filmão da porra!

Ps.: O filme tem CINCO cenas pós-créditos, apenas uma com alguma relevância, mas vale ficar até o fim pra ver todas.