Assim como muitas pessoas, acabo descobrindo séries com o tempo, algumas mais obscuras e outras muito consagradas como Dexter. Como estou em uma maratona da série antes que ela saia da Netflix, resolvi trazer minhas impressões e uma crítica mais solta de cada temporada da série, sempre evitando spoilers de temporadas posteriores da avaliada. Então vamos logo começar pela primeira temporada, dando algumas pequenas introduções para quem ainda não assistiu e depois comentando a temporada em si sem dar spoilers.

Personagens

Na série acompanhamos a história de Dexter Morgan (Michael C. Hall), um analista forense de sangue da divisão de homicídios da polícia de Miami, Florida. Pelo menos essa é a imagem que Dexter quer passar para todos e o que faz durante o dia, porque durante a noite, Dexter assume sua verdadeira face: um serial-killer com um código de conduta. Ele mata apenas outros assassinos que fugiram da justiça comum, seja legalmente ou por descuido e sempre seguindo um ritual e o já mencionado código, que tem como regra número 1, não ser pego.

Dexter mata esses outros assassinos com muito prazer e sempre guardando uma gota de sangue como troféu em uma caixinha de madeira. É muito interessante percebemos que ao entender o passado do carismático serial-killer, acabamos torcendo por ele, mesmo que moralmente seja errado e acompanhando sua necessidade por sangue, ficamos com os sentimentos confusos se o que ele faz é aceitável ou não.

Dexter tem uma irmã, Debra Morgan (Jennifer Carpenter), que inicialmente trabalha como policial disfarçada nas ruas de Miami, mas tem como grande objetivo se tornar detetive da divisão de homicídios. Na primeira temporada Debra já mostra um pouco de suas características que é ser impulsiva, boca suja, mas de grande coração e um dos pilares da vida de Dexter, para que o seu lado serial-killer não saia do controle. Obviamente ela não sabe da vida secreta do irmão.

Conhecemos também Rita Bennett (Julie Benz), uma mulher de boa índole, namorada de Dexter, com dois filhos (Astor e Cody), uma menina e um menino, explicando pra quem não sacar pelos nomes. Rita também tem um ex marido problemático que a agredia. Dexter namora com ela por considerá-la uma mulher “estragada”, que não tem muito interesse em sexo por ter sofrido abusos do ex marido, por poder levar uma rotina meio anormal com ela, sem que ela desconfie tanto de quem realmente ele é.

Ficamos sabendo durante a temporada que o pai de Dexter e Debra, Harry Morgan, morreu e ao longo da temporada percebemos que ele ensinou o código de conduta de Dexter, o Código de Harry.

Além desses podemos finalizar com os personagens da divisão de homicídios e que convivem com o Dexter no trabalho:

Maria LaGuerta (Lauren Vélez), tenente da divisão e chefe da equipe. Mais preocupada sempre com sua imagem e que demonstra ter uma leve queda por Dexter. Angel Batista (David Zayas) detetive meio canastrão, mas muito amigo, eficiente e que esconde um segredo da sua vida pessoal. Vince Masuka (C.S. Lee), claramente o alívio cômico da série e que adora falar umas putarias nas horas mais impróprias. James Doakes (Erik King), sargento muito focado no trabalho e que desconfia que o jeitão meio nerd de Dexter é só uma fachada para algo escondido (e como sabemos ele está certo).

Basicamente são esses personagens principais da primeira temporada. Sigamos para análise da série e da temporada.

Estrutura da série e a primeira temporada

Dexter tem uma estrutura bem definida em cada temporada. Nesta primeira basicamente temos um assassino do episódio, no maior estilo de série procedurais, com a adição de um caso maior rolando no plano principal e vamos analisar mais ele, porque no fim das contas é o que vale o que empolga na temporada.

Durante as investigações da divisão de homicídios, Dexter e a polícia percebe que um assassino está utilizando um caminhão de gelo para capturar e assassinar pessoas, ele fica conhecido como Assassino do Caminhão de Gelo (Ice Truck Killer). Inicialmente parece que esse assassino é mais um no meio dos outros, mas percebemos ao longo da temporada que ele tem uma grande conexão com Dexter e um jeito bem especial de matar, o que torna a temporada muito interessante, já que através dele também descobrimos muito sobre o passado do protagonista.

Descobrimos sobre o passado da mãe e pai biológicos de Dexter, sobre como provavelmente ele desenvolveu sua psicopatia e passamos por momentos bem gore, com muitos cortes de membros, um quarto todo coberto de sangue, mas sem nunca ser gratuito e sempre com um enredo muito afiado, assim como as facas de Dexter.

É interessante notar que a primeira temporada é muito bem fechada, sem deixar pontas soltas, são 12 episódios que desenvolvem bem a trama e fecha um ciclo, fecha uma ferida, que só é reaberta na temporada seguinte.

Conclusão

Se quiser comentários com spoilers dessa primeira temporada, leia a crítica da segunda temporada, no começo dela farei breves comentários sobre os acontecimentos finais e principais. Vale dizer que a primeira temporada de Dexter é uma das melhores da série e tudo já começa em alto nível, sem precisar daquele tempinho que quase toda série precisa pra se encontrar. A única ressalva fica por conta dos personagens secundários, que passamos a nos conectar mais com eles depois, mais a frente na série. Todos na primeira temporada parecem meio arrogantes ou egoístas demais, principalmente Doakes e Debra.

Primeira temporada de Dexter é recomendadíssima e não deixe de ler nossa crítica da segunda temporada.


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