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Quentin tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo. Até que um dia que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Cidades de Papel tem uma premissa interessante, um título chamativo e um autor que já entregou uma obra bem legal (A Culpa é das Estrelas), no entanto sua execução e escolha de atores acabou não sendo das mais felizes e o filme carece de ritmo.

Dirigido de forma ok, porém com mãos pesadas, por Jake Schreier, Cidades de Papel acerta ao tocar no tema da idealização que fazemos das coisas, pessoas e o contraponto com a realidade, mas parece que o filme trabalha isso no início, no fim e coloca um enredo estilo American Pie em grande parte do 2º ato, justamente onde deveria estar o desenvolvimento do filme e do tema central.

O mistério em torno de Margo move o filme, sua alma aventureira deveria causar empatia, mas a todo momento só conseguia imaginar que faltava carisma pra atriz Cara Delevingne. Os companheiros de Quentin na aventura seguem pelo mesmo caminho, não afirmarei que são atores ruins, mas no mínimo não estão prontos para segurar uma obra de tamanho apelo comercial.

Margo é apresentada de forma leve na infância e totalmente apressada na adolescência, para em seguida ser tirada de cena, se tornando à olhos mais maduros apenas uma garota egoísta e mimada, ainda que no subtexto fique clara sua jornada pessoal.

Nat Wolff, que vive Quentin no longa, também não me pareceu um bom ator dramático, apesar de dar bastante veracidade a um personagem adolescente descobrindo a vida pós ensino médio, então aquelas, não convence no papel, nem prejudica.

Diferente de A Culpa é das Estrelas, onde o casal de protagonistas segura o filme, aqui não rolou uma química legal. O roteiro até tenta justificar essa interação distante entre os dois, mas novamente seria necessária uma “maquiagem” melhor de um possível romance para que nos importássemos de verdade com a busca de Quentin, para no fim pegarmos a “lição” junto com o personagem.

Não recomendo assistir Cidades de Papel no cinema, acredito que um domingo a tarde na televisão seja o melhor momento pra acompanhar as aventuras de Quentin e seus amigos. O filme não chega a ser um desastre cinematográfico, mas é tão lento e entediante em alguns momentos que assistir na sala escura do cinema, é uma chamada para uma soneca rápida.

Talvez a história a ser contada não fosse tão boa, talvez faltou sutileza na direção, quem sabe a escolha de elenco não tenha sido a melhor, o fato é que Cidades de Papel é um filme abaixo do potencial que seu plot inicial apresentou e acaba ficando uma pontinha de decepção ao final da projeção.


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