Crítica | Capitão América 2: O Soldado Invernal

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A fase 2 da Marvel vem sendo bastante curiosa: Homem de Ferro 3 foi um filme sofrível, Thor: O Mundo Sombrio foi um filme muito divertido, mas sem maiores pretensões, nesse meio tempo tivemos o primeiro trailer dos Guardiões da Galáxia com um grande toque de aventura e exploração espacial, também aliada a muito humor e finalmente chegamos em Capitão América 2: O Soldado Invernal, um filme mais sério e calcado na realidade.

Capitão América 2: O Soldado Invernal nos mostra como está a vida de Steve Rogers (Chris Evans) dois anos após os eventos ocorridos em Os Vingadores. Agora Rogers é um agente da S.H.I.E.L.D e cumpre missões complicadas para manter a paz mundial, mas tudo começa a dar errado quando o plano máximo da agência se mostra um tanto quanto controverso, fazendo o herói questionar tudo que vinha fazendo até então.

E essa premissa envolvendo questionamento éticos e filosóficos que já diferenciam desde  início este filme para todos os outros lançados pelas Marvel até o momento. Apesar de todos filmes do estúdio possuírem um mínimo de história, nenhum deles até aqui demostravam uma maior profundidade e questionamentos relevantes para os dias atuais.

Sabemos que essa imagem é dos Vingadores, mas e daí?
Sabemos que essa imagem é dos Vingadores, mas e daí?

Com certeza, mesmo que por breves momentos, você se questionará se não faria o mesmo que os vilões, pois basicamente os heróis defendem a liberdade que pode custar vidas e os vilões defendem um controle que também custará vidas (este mais ligado a uma ideia de fascismo) no fim tudo tem um preço e isso é muito legal nessa história. Infelizmente não podemos aprofundar como gostaríamos pois já estamos esbarrando perigosamente na zona de spoilers.

Um detalhe que vale destacar muito nesse filme é sua ação, mas esse destaque acontece de uma forma diferente dos outros filmes da Marvel pois aqui temos heróis um pouco menos super poderosos e por isso mesmo acontece mais embates físicos e com armas, o que colabora com o clima de espionagem que permeia a obra. O Capitão América, a Viúva Negra (Scarlett Johansson), Nick Fury (Samuel L. Jackson) e o Falcão ( Anthony Mackie) são personagens que certamente são acima da média humana, mas ainda assim não chegam perto de um Thor ou um Homem de Ferro quando falamos em suas in(vulnerabilidades) e poderes, assim nesse filme temos perseguições em carros, lutas em ambientes fechados (um herói mais overpower quase sempre destrói esse tipo de cenário), inclusive, uma das cenas mais marcantes do filme acontece em um elevador.

Uma decisão extremamente bem acertada de direção e roteiro foi dar várias camadas de vilões para o filme: temos uma corporação, um “executivo”, um ser superpoderoso, uma “inteligência artificial” e um humano comum, mas persistente. Essa decisão possibilitou que vários tipos de embates fossem disputados, desde os mais destrutivos, até embates filosóficos e de opinião.

As atuações no filme estão muito boas, parece que os diretores Anthony e Joe Russo conseguiram extrair o máximo que cada um poderia entregar e obviamente estamos falando de alguns excelentes atores e alguns médios, mas cada um deu conta do recado dentro de suas limitações e virtudes com destaque para Chris Evans (em talvez a melhor atuação de sua carreira), Anthony Mackie demostrando um grande carisma e potencial para se firmar na franquia e Robert Redford.

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Samuel L. Jackson estão no seu estilo imponente de sempre, Scarlett Johansson e Cobie Smuldes (a Robin de How I Met Your Mother) sempre lindas e competentes e Sebastian Stan fazendo um bom papel como o Soldado Invernal, principalmente nas cenas de ação (pois não curti tanto assim a interpretação dramática dele em nenhum dos dois filmes do Capitão América).

Enfim, sem dúvidas Capitão América 2: O Soldado Invernal divide com o Homem de Ferro 1 o posto de melhor filme solo da Marvel e para mim só perde para Os Vingadores, se você ainda não assistiu, não deixe de ver nos cinemas, pois é um filme de ação/espionagem/herói imperdível e como Anthony e Joe Russo já estão garantidos como diretores da sequência, podemos dizer que o Capitão América tem um futuro promissor nos cinemas e desde já a Marvel conta com expectativas altas dos fãs para o próximo filme.