Insurgente

A Série Divergente: Insurgente – Difícil falar sobre esse filme. Aqui temos mais um exemplar de filme teen, mas assim como Jogos Vorazes, este é um filme com algum conteúdo, o que já é algo bem positivo se compararmos com a Saga Crepúsculo.

Divergente, o primeiro filme tem um ritmo exatamente inverso de Insurgente. Aquele começa bem interessante e vai perder fôlego com o avançar da projeção, enquanto o segundo filme da série começa extremamente lento e vai entrando em um ritmo frenético a partir do segundo ato.

Insurgente começa aparentemente pouquíssimo tempo depois que Tris e seus amigos impedem Jeanine (a sempre linda Kate Winslet) de realizar seus planos no primeiro filme (sem spoilers para quem não assistiu o primeiro) e a partir daí Tris tem que conviver com as perdas e ao mesmo tempo planejar um ataque à vilã que está perseguindo todos os Divergentes.

O início do filme é extremamente arrastado e com os coadjuvantes atuando mal. Nem tem muito o que falar, se fosse julgar pelo primeiro ato a nota seria extremamente baixa pois é um drama muito mal desenvolvido apesar de sempre acompanhado por belos cenários. Sem dúvidas um dos pontos que já era bom no primeiro filme e cresceu demais na sequência é o visual. A equipe de arte criou um mundo distópico extremamente belo e que mesmo muito carregado de efeitos especiais facilmente datáveis, tende a impressionar. As simulações que Tris encara em determinado momento do filme são um show a parte.

Na metade do filme em diante temos uma evolução, a ação começa a rolar e apesar do protagonismo falar alto nos tiroteios, em geral eles são bem feitos. A história do filme tem potencial, mas nunca chega a decolar, ela se prende excessivamente na aceitação de Tris, enquanto os personagens ao redor e o o próprio mundo só tem algo relevância no final.

Mas agora vou ao ponto que mais vale mencionar ao analisar Insurgente, a atuação de Shailene Woodley.

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A garota tem muito potencial pois apesar de muitos momentos ela forçar a barra no drama, em outros ela é totalmente impressionante. Woodley consegue passar uma verdade, um mix de sentimentos que carrega o filme nas costas durante boa parte do longa. Obviamente não é uma atuação para Oscar, mas é uma ótimo atuação para um filme teen. Dependendo da sequência da série Divergente, talvez ela alcance uma popularidade muito boa e passe a ser chamada para papéis maiores com diretores mais qualificados, pois ela pode ter menos carisma que Jennifer Lawrence, mas não vejo as duas em patamares muito diferentes no quesito atuação.

Tem uma cena de julgamento no filme em que o foco é totalmente em Tris e caramba!!! As pessoas no cinema pararam de respirar. Era um misto de dor, medo e até um pouco de constrangimento, mas certamente as emoções da personagens estavam sendo transmitidas com louvor.

Theo James interpretando o “namorado assustador” Four (Quatro na versão dublada) está bem, não consegue acompanhar o mesmo nível da protagonista, mas está longe de comprometer, acredito que tem um potencial de ser um bom ator se escolher os papéis corretos após o término dessa saga.

Destoando do casal principal temos o irmão de Tris, Caleb (Ansel Elgort) que sinceramente está péssimo e não lembro sua correta atuação em A Culpa é das Estrelas onde fez um tocante par romântico com Shailene Woodley.

Também em uma atuação medíocre temos Milles Teller, apesar do potencial monstro que o ator tem (demonstrado em Whiplash), aqui ele está canastrão em excesso (tenho impressão que a pedido da direção).

Vale uma menção honrosa para Naomi Watts, não por sua atuação caricata (que fique claro que se trata de uma ótima atriz) e sim por sua beleza.

No fim temos um elenco recheado de atores competentes, mas muitos abaixo do potencial, o que é uma pena, mas fica a esperança que eles cresçam de produção para o terceiro filme.

Sinto que A Série Divergente tem potencial assim como os atores do elenco, mas se o primeiro filme era médio pra baixo, esse é médio pra cima, ou seja, a série fica ali na linha tênue do afunda ou decola, e o terceiro filme tem que ser feito com esmero, pois provavelmente apenas nele conseguirei chegar a conclusão se valeu a pena a jornada.

A série ainda é divergente em sua qualidade, mas se no primeiro filme a linha descendente dos atos me desagradou, a linha ascendente deste deixou boas expectativas, tomara que finalmente a inconstância se converta em consistência no próximo filme. Difícil acreditar, mas vai que…


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  • umcara

    Não sei como tem gente que gosta disso, é uma cópia teen e romantizada de jogos vorazes que é uma cópia teen e romantizada de battle royalle (que é muito melhor que essas duas porcarias)